Terça-feira, 10 de Março de 2009

Para onde caminhas, Internet?

«Cada cabeça, sua sentença», diz a sabedoria popular em velho ditado.

Com as generalizações associadas à ambiguidade própria da pergunta, talvez seja interessante auscultarmo-nos uns aos outros.
É sábio o povo, é-o cada vez mais, com os seus ditos imortais e incólumes que se agigantam perante o aumento exponencial dos níveis de complexidade agregados à generalidade das áreas da vida.
Seremos nós também, filhos do povo, sábios, se conseguirmos vislumbrar para além desta cortina de luz e cor que se apresenta diante dos nossos olhos e discernir sobre oportunidades, mais-valias, progressos e prosperidades que favoreçam a Vida, mas também sobre riscos, ameaças, crimes e imoralidades, que nos levem à morte.

Internet... Um mundo paralelo invisível, real, não virtual porquanto não se apresenta apenas com um potencial, mas como uma certeza, e com um poder tremendo, o de influir na própria Realidade de que depende, como um ciclo.
Cada pessoa terá a sua própria visão do futuro, a sua própria expectativa, o seu próprio filme de ficção pessoal, a sua sentença, enfim, em termos novamente recursivos.
Uma criação feliz esta Internet, uma evolução assiduamente manipulada, um mar de possibilidades... o que mais nos trará?

João José Tomásio ;)

3 comentário(s):

Darwin disse...

Alguns críticos agarram-se à convicção de que o caos da Internet dispensa responsabilidades individuais, estimulando a permissividade. De fato, praticam-se excessos. Mas porquê tanto espanto? A sociedade está atravessada de abusos insuportáveis por metro quadrado. (Os críticos calam-se diante do desemprego estrutural, das desigualdades sociais, dos deprimentes subprodutos da politica neoliberal.) Porque a Internet, sendo uma projecção da inteligência humana, com interfaces cada vez mais próximas entre as mentes e as tecnologias, haveria de ser excepção?
No entanto acho que faz falta, uma análise profunda e abrangente das questões relacionadas à ética comunicacional. O carácter interactivo e multipolar da comunicação rompe com limites demarcados por instituições e pelos mídia. Textos, sons e imagens circulam em grande quantidade pela Internet, sem a obrigação de se submeterem a filtros de avaliação (conselhos consultivos, comités editoriais, editores). Com a diversificação dos pólos de enunciação, produz-se uma redistribuição de dados menos condicionada pelo peso histórico da imprensa e das indústrias culturais.
Por isso, penso que o acesso e serviços de internet deveriam ter, um código de auto-regulamentação e até mesmo um conselho jurídico para deliberar sobre o sector.

seixomirense disse...

A internet fornece-nos muita informação mas gastamos tanto tempo nela que acabamos por descurar a leitura de livros, jornais... etc, outras fontes de informação muito ricas.

slatkavoda disse...

A vida em rede é um dos factores que possibilitou a globalização, o que premite uma rápida difusão da informação.Um dos planos mais alargados deste conceito é a internet, mas se por um lado nos ajuda, por outro pode-nos levar a uma lenta destruição causando uma dependência no seu aspecto mais negativo, sendo uma droga como qualquer outra. A ambição humana mostra-se no progresso das novas tecnologias, na criação de novas e sofisticadas máquinas. Porém, só aqueles que souberem usufruir dela devida e correctamente é que retirarão alguns benefícios, caso contrário levará a uma obcessão - ficarão dominados podendo a internet ser uma ferramenta de ataque, sendo um sério problema.
Conteúdos perigosos, fraudes, falsas identidades, etc.
Precisamos de formar os jovens e os adultos para terem uma abordagem independente, crítica e responsável para que possam apreciar a riqueza de recursos oferecidos por este meio, reconhecendo simultaneamente as suas armadilhas.Em segundos podemos aceder á mais diversificada informação, quando fazemos a triagem adequada, tornamo-nos pessoas mais actulizadas, mais cultas (ainda que discutivel); obriga-nos a pensar, possibilitando aumentar a nossa capacidade de raciocínio, mas ao mesmo tempo podemo-nos tornar pessoas tão racionais que nos esquecemos que temos sentimentos humanos e neste sentido temos as suas desvantagens. As novas tecnologias estão numa evolução constante quase em catapulta em virtude da maior mobilidade e de um maior envolvimento que nos rodeia.
Tudo isto é "muito lindo" mas as imperceptívidades da internet para o utilizador comum trás as suas desvantagens.Por vezes perdemos as emoções, e perdemos muito mais do que inicialmente suspeitamos na dita INTERNET.Nós somos únicos, somos uma unidade neste vago mundo de pluralidades, infelizmente chegou o tempo em que alguém pode simplesmente "abusar" de nós.Isto é assustador, mas é a verdade.