Quarta-feira, 13 de Maio de 2009

Maddie...

Passaram-se 2 anos desde o seu desaparecimento e muita tinta tem corrido.
Ontem alguns canais relembraram os factos e, porque na TVI falava o Gonçalo Amaral (em condições normais TVI n "entra" em minha casa)por alí deixei-me estar a ver. Comprei o seu recente livro (verdade da mentira) o qual já o li.
Isto tudo para apenas realçar a minha estupefacção ao relembrar uma vez mais os factos.
Acima de tudo, a verdadeira essência deste caso foi esquecida...a menina. Não se consegue perceber como provas tão evidentes podem ser arquivadas, como cães pisteiros (que em outros 200 casos não falharam um único) detectam odor a cadáver em dois pontos do quarto e no carro dos McCann e nada acontece, não se consegue perceber como os Smith têm a certeza de ver o pai a carregar a filha ao colo e não são chamados a depor, testes de ADN em que em 19 parâmetros...17 coincidiam com os de Maddie. Isto tudo a mim, particularmente, irrita-me...pois também tenho um filho. Aqui se vê a força da política, em coluio com uma forte relação seja lá de que foro for entre aqueles pais e o Governo britanico. Gordon Brown contactava-os por diversas vezes durante aquelas semanas em que nós tão apaixonadamente seguíamos o caso na esperança tão só e única de Maddie aparecer, fosse de que forma fosse. Só tinha era que aparecer, pois ninguém desaparece assim do nada sem deixar rasto. O rasto existe...e bem grande, não se lhe dá é o devido seguimento.
Gonçalo Amaral propõe continuar as suas buscas particularmente com a ajuda de detectives britânicos já reformados. Dedico-lhe em meu nome pessoal este "post". Foi abruptamente afastado do caso quando já o tinha practicamente resolvido. É uma questão de honra para ele, para o bom nome do nosso mísero país e para milhões de portugueses que acima de tudo...merecem uma resposta. Estarei eu aqui com uma espécie de teoria da conspiração? Não sei...apenas baseio-me em factos concretos, que não foram verificados.
Quanto àqueles pais...esses já têm o que merecem, a dor da negligência por deixarem 3 crianças sozinhas para irem comer e beber umas boas garrafas de vinho a 100m de distância. Caso se confirme a teoria de Amaral sobre a morte acidental no quarto, então que Deus proteja (ou não) esse casal, pois este planeta vai ser um espaço muito pequeno para eles daí para a frente.

Por: C. Carvalho

7 comentário(s):

Anónimo disse...

Infelizmente, o que aconteceu a esta menina está resumido no seu próprio nome: Mad die.

Tomasio disse...

O Gonçalo Amaral é, quanto a mim, um dos rostos do sucesso da nossa polícia de investigação, mas também é, mais do que isso, um exemplo de profissionalismo, em perfeito contraste com os profissionais da política que governam os desígnios desta nação dita soberana e autónoma.
O que o Gonçalo Amaral tem feito, desde que foi afastado, é tão simplesmente, uma tentativa de: a)limpar a imagem - sua e da própria polícia -, que foi quem saiu mais maculado (sem esquecer a condição da própria menina, é claro, privada de todos os seus direitos) em resultado de pressões diplomáticas fortissimas mas com outros objectivos que não os de esclarecer e apurar a verdade - (a política e a influência no seu melhor desempenho) b) expôr a verdade, comprovando-a, coisa que as diligências politico-diplomáticas não conseguiram, pelo contrário, aliás.
Na minha opinião conseguiu-o, inteiramente, e de maneira totalmente justa e brilhante, ou seja, conseguiu não só comprovar que o sentido das suas investigações estava correcto, como ainda conseguiu alguma recompensa, em contraposição pelo desfecho que o assunto provocou na sua carreira (talvez «ressarcido» seja o termo adequado, neste caso), através da comercialização do tal livro.
Os seus actos, de coragem mas também de revolta (eu assim os entendo), são uma referência importante, como que uma lufada de ar fresco, se pensarmos no actual (e crescente) clima de injustiça e corrupção a que, mais do que pontualmente, se tem vindo a assistir.

Sobre o casal McCann, confesso que já de há muito se tornou incomodativo, para mim, vê-los na televisão, pelas mais variadas razões, mas sobretudo pela artificialidade com que se expressam. Aqueles rostos podem, de facto, esconder muita dor e sofrimento pela perda da filha, mas a pouca naturalidade que os caracteriza têm uma explicação: em cada momento o casal vive e exterioriza essa dor, simultaneamente com o facto de saberem o que realmente aconteceu com a filha e, ainda assim, terem que dar a entender outro cenário completamente diferente, forjado e por isso mesmo susceptível a falhas (que a própria polícia identificou). Tudo isto se transforma numa conjuntura ainda mais complexa se pensarmos que, em cada instante, o casal está a viver a perda da filha e, ao mesmo tempo, a tentar não ir parar à prisão, ou ser-se totalmente repudiado, ou ainda e na melhor das hipóteses, a não perder a carta profissional de cirurgião (no caso do Jerry). É, de facto, um cenário psicológico bastante complexo.

Se repararmos, existem algumas semelhanças entre as principais entidades envolvidas neste caso, casal McCann em relação à Maddie assim como instituições de poder em relação à polícia, em ambas as relações aconteceu algo semelhante, isto é, os primeiros regem e governam os segundos, e os segundos são/estão sempre dependentes dos primeiros. Se repararmos no que aconteceu, neste caso, os dois «segundos» deram-se mal com os respectivos progenitores, e no meio desta tempestade, quem mais saiu a perder foi mesmo o elemento mais indefeso de todos - a menina.
Portanto, e a minha conclusão é esta, se existe tempo de antena em múltiplos canais de televisão e internet para este caso, que nitidamente é um caso encoberto por mentiras e falsidades, sem o mínimo respeito para com a menina, então acho ainda mais flagrante a necessidade de se reservar desse mesmo tempo de antena para, diariamente, manter vivos os rostos de todas as outras crianças realmente desaparecidas, com a tal simulação da fisionomia actual. Os propósitos são vários, destaco apenas a importância de manter esses rostos conhecidos de forma a potenciar reconhecimentos e, outro, uma forma de aumentar os níveis de alerta que ajuda a prevenir novos casos.
Isto aconteceria se o mundo fosse justo, mas infelizmente não é.


Cumps.

Tomasio disse...

Desde o final da semana passada que ficámos a saber que, neste campeonato, o Benfica «cumpriu objectivos, mas que por vezes parecem invisíveis», aos olhos dos adeptos. São palavras do treinador do Benfica, Quique Flores, em entrevista que vou aqui tentar explorar de forma a saber se havemos de reconhecer-lhe algum mérito ou não.
Os objectivos «invisíveis» a que o treinador Quique se refere são, a) o facto de terem sido lançados jovens na equipa principal, e b) o facto do Benfica ser a equipa da Europa com menos lesões.
Ora, este é o momento de juntar o sério e a brincadeira, não podia fazê-lo doutra maneira, para tentar perceber estas palavras.
A não ser que o Benfica tenha contratado uma armada de Homens Invisíveis e esses sejam os trunfos do treinador, não vejo (perceberam?... «não vejo»...) em que medida é que o Miguel Vitor possa ser considerado invisível. Por outro lado esse é um argumento que não faz sentido, ou alguém deu conta de ver o Benfica iniciar um jogo sem os 11 jogadores ou, no decorrer de um, tenha substituído o Suazo (lesionado) por... ar; ou o Aimar (a coxear) por... ar; ou o Reyes não ter jogado porque no último jogo lhe deu um... ar. Bom, dou como explicado o facto de que lançar jovens na equipa principal não tem nada de invisível, avancemos para a alínea b).

Benfica, o clube na Europa com menos lesões. Pois claro, para isso muito contribuiram, com a sua plena disponibilidade, o Mantorras, o Suazo, o Aimar, o David Luiz, o Sidnei, o Katsouranis, o Moreira, e que me lembre não há mais, mas posso estar enganado. Ah! Falta mencionar a armada de Homens Invisíveis, porque se são invisíveis não temos forma de saber se estão lesionados ou não porque não dá para ver, não é?! Claro.
Mas também não dá para ver se estão de facto a jogar ou não. Podem estar no bar a marcar penalties...
Mas não é tudo. Partindo do principio que é mesmo verdade (essa do clube na Europa com menos lesões), então sou levado a considerar tal observação como ingénua e nada abonatória, pois a ser verdade isso significaria, nem mais nem menos que... ser o clube com a generalidade dos jogadores mais tempo disponível, sem tempos de baixa consideráveis (incluindo a armada de Homens Invisíveis), o que implica, por sua vez, a) ter condições para construir, com mais facilidade, uma equipa-tipo (objectivo mais do que alcançado!!!!); b) se todos os jogadores estiveram disponíveis, então os adeptos hão-de dar conta deles enquanto correm em campo (pode acontecer, por vezes, não ser possível vê-los a fazer muito mais do que isso, mas isso são outras contas)... e portanto não acredito que os adeptos, em 90' de jogo, não se apercebam que o Benfica tem outros jogadores para além d'Os Invisiveis.
E se, agora, confrontarmos essas opções à disposição do treinador com os resultados desportivos da equipa teremos mais duas... ou três, alíneas: aa) ou o treinador não sabe o que fazer com um plantel tão vasto e todos os jogadores tão disponíveis; bb) ou a generalidade do plantel não tem qualidade para formar uma equipa; cc) ou a pior das hipóteses, isto é, um aa+bb juntos. E se pensarmos que o todo representa mais do que a soma das partes, provavelmente encontramos os motivos que levam a mais duas alíneas, aaa) está assim provado o insucesso desportivo da equipa, e bbb) só assim se justifica o teor das declarações de derrota do Quique Flores.



Ou seja, o trabalho deste treinador, remunerado a 1,5M€/ano, deveria ser orientar a equipa de forma a manter registos pelo menos tão bons como os dos seus antecessores e ganhar troféus (ou pelo menos chegar perto disso, o que também não foi o caso), mas o que o Quique sabe fazer é: alimentar guerras de palavras inuteis com ex-jogador do Benfica (que por acaso fez muito mais pelo clube do que ele); inventar competições novas (as tais que são invisíveis aos olhos dos adeptos),e no final das contas, ter a lata de dizer, e aqui transcrevo-o, «De uma forma geral estamos muito melhor».
Quique... melhor que quê? Só se for melhor que o Porto e Sporting, porque se não for isso não estou a ver ao que te referes. «Ah, e tal» - diz o Quique, ripostando - «eu sou melhor que o Gato Fedorento».
Bom, Quique, é possível que sim, sozinho consegues ter muita piada, é um facto, mas não te esqueças que os 4 do Gato Fedorento têm estado «lesionados» (so to speak…). Estás em vantagem.


Resumindo tudo, chego à conclusão que o Quique deve ter, de facto, algum mérito.
Então: 1,5M€/ano é o que o Benfica lhe paga para: não construir uma equipa; não ganhar nada no plano desportivo; guerrear verbalmente com um ex-jogador; realçar objectivos atingidos que não interessam a ninguém; referir, depois de todos os insucessos, que existe um contrato assinado, como que a acenar a uma possível indemnização de 3M€? O homem tem mérito em continuar lá, tem que ter!
A única coisa que está a fazer de positivo, sem dúvida, é dinamizar a indústria textil em Portugal. E nem isso é invisível, ou para ele talvez seja, pois não os deve ver (o 3º anel é lá muito longe…).

Como diria o ex-futuro-treinador do Benfica... e o burro sou eu!?

Zeus disse...

Off-topic:
O grande problema do Benfica chama-se Luis Filipe Vieira.
Tenho dito!

Darwin disse...

Assisti à entrevista que o casal McCann deu a Oprah, retransmitida pela SIC. Dois anos depois do desaparecimento da filha, o casal continua a sua cruzada emocional pelo rapto.
A teoria, defendida nestes últimos dias por alguma comunicação social, de que todos os dias é necessário dizer algo sobre um caso, mesmo que seja dizer que não há nada de novo para dizer, só porque os outros falam do tema, é não só um atentado à inteligência dos cidadãos, como uma cretinice sem tamanho.

No caso português, parece que foram os portais de informação, as televisões exclusivamente, que mais contribuíram para o carnaval mediático que se estabeleceu à volta deste caso, e que ultrapassou todos os limites.
Ficamos a saber que, quando os protagonistas de uma história que mexa com os sentimentos das pessoas (criança, rapto, estrangeiros) sabem usar os meios de comunicação social, é possível prolongar até à náusea uma história, mesmo quando não há rigorosamente nada de novo para dizer.
Imagino a frustração de alguns jornalistas que têm que inventar matéria para “encher chouriços” várias vezes por dia. Acabam por especializar-se em falar muito e não dizer nada.

Quanto ao problema do Benfica, sou da mesma opinião do Zeus…chama-se “Luis Filipe Orelhas”

slatkavoda disse...

Maddie...livres de postarem os mais diversos temas, mas este... para pessoas que considero minimamente inteligentes é sob o meu ponto de vista um atentado a quem vos lê e espera sempre mais e melhor.Desculpem-me a dureza.
Esta situação já causa um mau estar que me deixa nauseada. Todos os meios foram acionados para tentar encontrar esta criança, inclusive o SIS e o GOE que não tem nada a ver com estas situações, afastam-se pessoas com carreiras brilhantes por ser ter tornado um caso poilitico, temos um embaixador a dar palpites, a classe dos escroques (meios de comunicação) a divertir-nos com uma triste noticia, os ingleses a criticarem a nossa actuação, e o que mais lamento é que ninguém em Portugal, teve "tomates" para defender a nossa polícia em todo este processo. Esquecem-se de um pequeno pormenor, somos contratados pelo FBI para a resolução de certos casos porque temos dos melhores investigadores do mundo.Tivemos de acordo com a magistrada do processo e nisso fomos inteligentes ao enviar as analises para inglaterra, nós cá também temos os meios dentro da nossa parte cientifica e quando é necessário envia-se ao Instituto Ricardo Jorge, mas queriamos as provas vindas de lá. E vieram, com um resultado acima dos 95% o que para nós significa 100%, acima de determinado valor. Já nem falo nas caras parvas dos pais, na contradição das declarações, no pacto de silêncio feito pelos amigos quando presentes e interrogados pela juíza, enfim muito mais coisas num processo agora arquivado, pago por todos nós, onde tiveram todos os meios de investigação presentes.
Pergunto eu, o que é feito quando desaparece uma criança portuguesa, alguém já viu aparato semelhante, não, e isso deixa-me piursa, para mim extremamente revoltante.Neste caso lamentamos a perda de uma criança, vitima acima de tudo da negligencia dos pais.E lamento que continuem com dois filhos á sua guarda. O perfil psicologico traçado a estes pais não os favorece em nada.
Defendo a ferro e fogo a nossa actuação.
Com muito mais que poderia ser dito, mas acredito que conseguem ler nas entre-linhas, num caso que me atrevo a dizer que me mete nojo.

Tom disse...

Vejam uma aplicação de um princípios elementar de Economia: tempo é dinheiro.

Numa pequena vila e estância de veraneio na costa sul da França chove e nada de especial acontece.
A crise sente-se. Toda a gente deve a toda a gente.
Subitamente, um rico turista russo entra no foyer do pequeno hotel local. Pede um quarto e coloca uma nota de 100 € sobre o balcão, pede uma chave de quarto e sobe ao 3º andar para inspeccionar o quarto que lhe indicaram, na condição de desistir se lhe não agradar.
O dono do hotel pega na nota de 100€ e corre ao fornecedor de carne a quem deve 100€, o talhante pega no dinheiro e corre ao fornecedor de leitões a pagar 100€ que devia há algum tempo, este por sua vez corre ao criador de gado que lhe vendera a carne e este por sua vez corre a entregar os 100€ a uma prostituta que lhe cedera serviços a crédito.
Esta recebe os 100€ e corre ao hotel a quem devia 100€ pela utilização casual de quartos à hora para atender clientes. Neste momento o russo rico desce à recepção e informa o dono do hotel que o quarto proposto não lhe agrada, pretende desistir e pede a devolução dos 100€. Recebe
o dinheiro e sai.
Não houve neste movimento de dinheiro qualquer lucro ou valor acrescido.
Contudo, todos liquidaram as suas dívidas e este elementos da pequena vila costeira encaram agora com optimismo o futuro.