Sábado, 6 de Fevereiro de 2010

Sabedoria popular



Sendo eu um rapaz das Ciências (matemáticas, e computacionais) dei por mim, há tempos, fascinado e simultaneamente estupefacto, por uma área muito particular ligada às Letras, a Cultura Popular. Mais especificamente, ainda, pelos seus provérbios, ditos, aforismos e adágios. A curiosidade foi tanta, e de tal forma arrebatadora que, desde então, não mais parei de pesquisar e tentar saber mais, chegando à preocupante conclusão de achar que estou viciado neste tipo de leitura, ao ponto de moldar alguns dos meus serões, dedicados à leitura, pesquisa e interpretçaão. Já pensei, inclusivamente, em iniciar uma colecção de entradas, interpretá-las e compará-las, mas logo a seguir pus de lado essa ideia porque, apesar de cativante, e de existir matéria em boa quantidade, seria uma colecção que num certo espaço de tempo se esgotaria, precisamente por falta de matéria. Não que não valesse a pena, nem é uma desculpa tão-pouco, mas a tal não me poderia permitir pois o fascínio e a curiosidade dariam lugar outros estados. É bom que, para se fazer uma colecção de algo, exista matéria não necessariamente infindável mas pelo menos em quantidades colossais de forma a que a colecção não fique completa(!!!), que faltem sempre peças, que andemos constantemente à procura da próxima peça. Isso é a verdadeira arte de coleccionar. E era isso que eu faria se alguma vez resolvesse enveredar pelo hobby de coleccionador! Como isso está posto de parte em qualquer dos meus horizontes, avancemos…

Feita esta introdução, aqui vai a referência a um dos que me dariam mais "que fazer":

«Quanto mais prima, mais se lhe arrima»

A minha interpteração está ali mais em baixo, mas se quiser saber mais do que "vai por aí" sobre o dito, então a tarefa, árdua, começa na pesquisa, 7450 resultados googlados a nível global, que no entanto se reduzem a uns “míseros” 2290 se googlarmos só para Portugal (fazendo aumentar em proporção o meu alento). O pior… é que, em qualquer das bases de pesquisa, em grande parte dos links estudados se refere, o ditado, à aplicação brejeira e/ou de carácter incestuoso do dito. Tarefa árdua portanto, repito, e muitas vezes infrutífera a pesquisa.

Ainda assim, e como “primeiras águas”, estou a começar a chegar à conclusão de que a alusão deste ditado vai muito além do que inicialmente se parece sugerir como primas mesmo primas (as primas de sangue); algo mais se pronuncia, creio.

Por: João José Tomásio

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