"Segundo o procurador-geral da República (PGR), Pinto Monteiro, o primeiro-ministro, José Sócrates, apareceu em 11 escutas feitas a Armando Vara, um dos arguidos neste processo.
O PGR considerou que em seis dessas escutas «não existiam indícios probatórios que levassem à instauração de procedimento criminal», tendo também o Supremo Tribunal de Justiça (STJ) decretado a sua nulidade e ordenado a sua destruição.
Nas restantes cinco, o PGR disse que também «não existem elementos probatórios que justifiquem a instauração de procedimento criminal» contra José Sócrates, pelo que ordenou o arquivamento dos documentos, tendo igualmente o STJ decretado a sua nulidade e ordenado a sua destruição." (No Público, Sol, ... de ontem).
Ou seja, muito do normal trânsito no âmago deste caso passa pela interpretação matemática de uma "coisa" que grande parte das chefias públicas do país tem vindo a aperfeiçoar: a Burocracia de somar 6+5!
João José Tomásio
Terça-feira, 13 de Abril de 2010
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4 comentário(s):
E assim, lá se safou o homem.
O melhor emprego que se pode ter é o de político. Fazem-se catrefadas de falcatruas e nada lhes acontece.
É mesmo a vergonha no expoente máximo.
Então Sr. Carlo nunca mais fazes um post?
Post muito bem estruturado.
Tiveste em conta a matemática de certeza!!!!
Pois....e estariam os portugueses a espera de quê? do mesmo de sempre, NADA. Isto dos amigos dos amigos dos amigos acontece, porque é o que temos, e a actuação de quem de direito não é.
Esta e tantas outras é a "FACE" da questão da dita justiça. "As leis são como as teias de aranha - caem nelas os pequenos insectos; os grandes atravessam-nas."
Já agora alguém me pode dizer o que é a democracia em Portugal!!???
Beijo João
De facto é gritante a frequência com que nos deparamos com falcatruas, ou indício delas. Mas não é menos gritante aquelas falcatruas que deixam de o ser por passar a estar protegidas por POrtarias ou Decretos-Lei. São tantos os casos, protege-se seguradoras, banca, empresas com amigos estrategicamente posicionados..., a gestão pública envolta uma maré negra constante.
Não defendo com isto os RSI's nem os recibos verdes, nem lá perto, mas se queremos progredir, melhorar poder de compra, qualidade de vida, estabilidade social e níveis de realização pessoal da sociedade então precisamos, primeiro, de políticos sérios, com capacidade para debater compromissos sérios, e não o acessório que temos.
A Democracia em Portugal é, por isso, a liberdade concedida ao povo para este fazer aquilo que um grupo restrito de pessoas quer que eles façam. É, por isso, camuflada, ou opressiva, ou condicionada.
Beijo para vcs.
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